domingo, 17 de maio de 2009

Entrevista com presidente da Associação de Moradores


Na ultima quinta-feira feira realizamos uma entrevista com o recém empossado presidente da Associação de Moradores do Águas Claras (AMAC), Jonas Tadeu de Machi.
Jonas tem a missão de reestruturar a associação que ficou parada por um período, além de se deparar com um bairro cheio de dificuldades. Nosso entrevistado falou de seus planos e de temas difíceis como a tão comentada Capela Mortuária.


Folha de Águas Claras: Como o senhor viu a mobilização dos moradores na eleição da associação?
Jonas de Tadeu de Marchi: No dia a dia de quem mora aqui em águas claras, a gente sentiu que precisava realizar esta eleição, porque o nosso povo está carente de um monte de coisas que estão ai para fazer só que está impossibilitada por que falta representação. Então foram 534 pessoas que se dispuseram num domingo a ir votar, então acho que quem ganhou foram todas estas pessoas de todo o bairro de águas claras e redondeza. Agente espera administrar e trazer, pedir pelo menos, que o prefeito, vereadores e deputados que estiveram presentes ai e que estão se disponibilizando a passar alguma coisa para a comunidade, por que nós estamos carentes.

FAC: Apesar de pouco tempo a Associação já tem algum projeto em andamento?
Jonas
: A primeira coisa é acertar a documentação, para botar em dia vai levar no mínimo uns quinze dias ainda (nota: a entrevista foi realizada dia quatorze de maio). E enquanto esta documentação não estiver pronta você não consegue requisitar nenhum beneficio para a associação.

FAC: A associação já teve algum contato com a prefeitura?
Jonas
: Não tivemos contato com a prefeitura ainda. O único contato que eu tive foi no dia da posse com a Eudes que esteve representando o Paulo que não pode comparecer por causa de outros compromissos, e ela deixou as portas abertas para conversar, não foi tocado em nenhum assunto de prioridade. Mas eu conversei também com o pessoal da polícia militar onde eu já pude solicitar uma maior segurança na parte do colégio Ivo Silveira onde o pessoal está utilizando a rua Santa Cruz que não tem nenhuma sinalização. E pela segurança das crianças, pais e professores, acho que já caberia ali pelo menos uma faixa de pedestre.

FAC: Quais são hoje os maiores problemas do bairro?
Jonas:
Sim temos necessidades e prioridades. As pessoas falam que cinqüenta por cento é a capela mortuária. Eu acompanhei nas ultimas eleições, oitenta por cento dos candidatos a vereadores falavam que o importante para o Águas Claras é a capela mortuária. Dos três candidatos a prefeito que concorreram ao ultimo pleito, todos os três falavam que o importante é a capela mortuária, então é uma prioridade. Outra prioridade é o cruzamento da Rua Santa Cruz com a Rua Ponta Russa e Augusto Klapoth, tem que haver uma conscientização do poder, por que isso é um perigo, já morreu gente ali. Tu vê a dificuldade nos horários de pico, aquilo ali vira um caos. O pedestre ali corre um risco grande. Outra prioridade são os alagamentos constantes, isso não foi causado pelas enxurradas de novembro isso já é anterior. Nós temos ai oito pontos críticos no nosso bairro de alagamentos daqueles que param o trânsito. Temos um aqui na Augusto Klapoth perto do posto Pinote que quando enche fica intransitável. E o maior perigo é o alagamento nas casas. Se precisa de um socorro urgente, quem está do outro lado não consegue passar. Tem na rua Santa Cruz vários pontos críticos que são prioridades.

FAC: Referente a capela mortuária, existe algum planejamento para a conclusão dessa obra?
Jonas
: Existe, depois da documentação pronta, vamos realizar, eu já comentei com meu pessoal. Acho que o caminho é um só, a mobilização da região, por que a capela não vai ser exclusiva para moradores do bairro de Águas Claras. Agente quer trazer Ponta Russa, Poço Fundo, pessoal do João XXIII, Zantão, Santa Luzia, Santo Amaro, por que todos fazem parte da paróquia, então a capela vai englobar isso ai. É difícil por que não se tem verba para se dar o início, mas o caminho é o seguinte, primeiro tem que haver um acordo entre toda a comunidade para que a capela mortuária tenha que ser ali naquele local. Eu ouço diariamente pessoas dizer que aceita ou não aceita por vários motivos, já tive uma conversa com outra pessoa que me indicou outro ponto, é interessante, a pessoa faz uma doação, uma troca, porém entre terreno não pode haver, por que o terreno foi doado pela prefeitura através do prefeito Hilário Zen única e exclusivamente para fazer a capela mortuária, então não existe como trocar. Pode ser usado futuramente para fazer uma sede da associação de moradores desde que seja tudo em acordo. O inicio da capela mortuária é muito falado, depois de haver esta comunhão de querer, existem meios de fazer, agente precisa estar checando alguma verba que ficou no caixa, dever ter algum saldo de material de construção nas contas da administração anterior, e é encima disto que vamos trabalhar. Primeiro projeto nosso é realizar uma festa na comunidade de Águas Claras para angariar fundos e poder dar uma arrancada nisso ai. Este é o inicio, pedidos nós vamos fazer para a prefeitura, deputados estaduais, federais. Depois que estiver tudo em dia, com certeza por que teve promessa deles e eles vão ter alguém agora que vai cobrar.

FAC: Para terminar, a associação já tem alguma forma de atender os moradores?
Jonas
: Na ultima reunião da gente na segunda-feira estivemos conversando e pedi para o pessoal verificar uma área, um local, para fazermos uma sede provisória. Ainda não temos nada definido, mas em breve estaremos divulgando telefone e e-mail para os moradores poderem entrar em contato.

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