sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vai ter greve de ônibus!


Não houve acordo entre as empresas de transporte e os motoristas. Sendo assim o sindidicato da categoria anunciou que dia 1º, quarta-feira a cidade vai amanhecer sem transporte coletivo. A proposta de 9% de reajuste foi rejeitada. Os motoristas pedem um "um piso salarial de R$ 1.100, mais R$ 250 de vale-alimentação e a negociação de valor por dupla jornada, já que além de dirigir também realizam a função de cobrador".
Na próxima terça-feira, representantes dos motoristas irão se reunir em Blumenau com Ministério Público.

Opinião.
Deste a declaração do senhor Norival Comandolli a imprensa no dia 21/05 onde dizia “Se aceitarmos o que eles pedem, vamos fazer o povo de Brusque pagar” é que tenho pensado em algumas coisas. Primeiro temos um transporte de má qualidade, faltam linhas em determinados horários e em outros estão sempre lotados principalmente nos horários de picos. Para se chegar a alguns pontos da cidade nem tão distante assim, tem-se que pagar duas passagens. Os rolos com licitações e concessões. Os motoristas além de dirigir ainda cobram a passagem realizando dupla função. Bem, esta situação deve dar uma boa lucratividade para as empresas. Agora não querer dar um aumento digno aos motoristas e querer repassar os custos deste aumento para os usuários. Algo me soa como uma grande ironia, para não dizer cara de pau.
Também me veio à cabeça os fervorosos protestos de estudantes em Florianópolis em 2005 contra o aumento da tarifa de ônibus. Mas aqui na cidade onde existe quase um carro por habitante, a greve pode até nem parecer muito séria, porque por incrível que parece, existe certa resistência no “andar de Ônibus”. Mas temos que lembrar quem usa mais este transporte é a população menos favorecida que vai acabar pagado mais caro.
O transporte publico de qualidade é uma das grandes alternativa para sustentabilidade das cidades, principalmente a nossa com estradas estreitas e muitos carros. Quando falo de qualidade é qualidade para os usuários, qualidade para os funcionários e lucratividade para as empresas, por que não. Com certeza não adianta as empresas ficarem brigando por mixaria. O negócio é expandir onde todo mundo vai sair ganhando.
Enfim as lições que deveríamos aprender com esta situação é que alguns pré - conceitos devem ser quebrados e outros conceitos devem ser mudados. Com urgência

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